A homeopatia é uma especialidade médica de mais de 200 anos, reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina em 1980 e pelo Departamento Científico da Associação Médica Brasileira em 1985. Mesmo assim, muitas pessoas questionam sua eficácia e ficam em dúvida quanto a sua correta utilização.
É um método de tratamento criado pelo médico alemão Samuel Hahnemann, em 1796, que se fundamenta na Lei dos Semelhantes, citada pelo Pai da Medicina Hipócrates no ano 450 a.C. Segundo esta lei, os semelhantes se curam pelos semelhantes, isto é, para tratar um indivíduo que está doente é necessário aplicar um medicamento que apresente (quando experimentado no homem sadio) os mesmos sintomas que o doente apresenta.
Exemplificando: Se uma pessoa sã ingerir doses tóxicas de certa substância, irá apresentar sintomas como dores gástricas, vômitos e diarréia; se, por outro lado, for administrada essa mesma substância, preparada homeopaticamente, ao enfermo que apresenta dores gástricas, vômitos e diarréia, com características semelhantes aquelas causadas pela substância em questão, obtêm-se, como resultado, a cura desses sintomas.
Seguem algumas respostas às principais dúvidas que acompanham o tratamento homeopático:
MITO 1: A homeopatia primeiro piora para depois melhorar a doença?
Esta não é a intenção, mas pode acontecer. Isso porque o medicamento homeopático provoca no organismo uma doença artificial, semelhante à doença natural, mas um pouco mais forte. Assim, o paciente pode ter os sintomas agravados, mas que de forma alguma compromete o caminho de cura ou o seu estado geral.
MITO 2: Podemos usar a homeopatia sem medo porque, se não fizer bem, mal não faz.
Só porque a homeopatia é uma forma terapêutica mais natural e o medicamento homeopático é muito diluído, isso não significa que ele não faça mal. Devemos evitar a automedicação com tratamentos alopáticos e homeopáticos. E, se o medicamento estiver errado, em primeiro lugar, a doença vai progredir, o que já é o suficiente para que haja um malefício. De qualquer forma, aquilo que se entende como efeito colateral ou como intoxicação não ocorre durante um tratamento com remédios homeopáticos. Se isso ocorrer, provavelmente o medicamento não é o mais adequado para o caso.
MITO 3: Não podemos usar alopatia e homeopatia ao mesmo tempo.
Em primeiro lugar é importante lembrar que a homeopatia e a alopatia agem por caminhos diferentes. Enquanto a homeopatia age pela lei da semelhança, por um estímulo parecido com o da doença, a alopatia age pela ação contrária à doença e/ou aos sintomas. Desde que saibamos o medicamento prescrito, não há qualquer problema na utilização conjunta da homeopatia e da alopatia. Esta decisão segue o critério do médico homeopata responsável pelo caso. De qualquer forma, há situações onde o medicamento alopático é absolutamente fundamental, como nos casos de câncer, AIDS e diabetes, por exemplo. Nestes casos, a homeopatia pode ser muito útil no equilíbrio do paciente, agindo de tal forma que as doses dos medicamentos alopáticos necessárias para o tratamento possam ser reduzidas, atingindo o mesmo efeito final.
MITO 4: Quem usa homeopatia não pode ser vacinado.
Não há nenhuma referência nos textos homeopáticos quanto a essa recomendação de não vacinação. Alguns homeopatas são contra, outros são a favor do uso de vacinas. Para esses últimos, as vacinas, desde que usadas de forma criteriosa, são fundamentais para a prevenção de doenças graves e importantes como a paralisia infantil e a hepatite B. E mais, a homeopatia tem formas de prevenir e tratar os efeitos colaterais que podem surgir com o uso das vacinas.
MITO 5: A homeopatia funciona como um placebo?
Segundo o dicionário, placebo é um medicamento inerte ministrado com fins sugestivos ou morais, ou seja, que não causa qualquer efeito. Quem conhece a homeopatia e já se beneficiou de seu uso sabe que isso não é verdade. Uma das provas desse fato é o aumento substancial de pacientes procurando a homeopatia. Outra prova é o fato de pouquíssimos pacientes abandonarem o uso da homeopatia em busca da alopatia (fato que, no caminho contrário, acontece cada vez mais). Também se alega que os médicos homeopatas, por terem uma consulta mais demorada, escutarem mais os pacientes e suas queixas e por estabelecerem um vínculo maior com os pacientes, convencem os pacientes doentes que eles não estão doentes e eles se curam. Se isso fosse verdade, como ele convenceria um bebê de poucos meses que ele não sente cólicas? E como se explicaria a crescente utilização de homeopatia na área veterinária? E, para concluir, como imaginar uma consulta em que o médico não ouça com atenção e pelo tempo necessário as queixas de seu paciente? Isso não deveria ser apenas uma característica homeopática, deveria ser uma rotina naturalde todos os médicos.
Fontes:
http://www.amhb.org.br/popup1.htm
http://projetocpm40.blogspot.com/2010/09/homeopatia-tire-suas-duvidas.html